A noite já ia longa, já nada servia para impedir o que tinha sido iniciado. O olhar lascivo, carregado de desejo e de uma intensidade tal surgia a todos os momentos, tanto ela como ele não sabiam o que dizer e o que fazer. Imaginam-se juntos a desejarem-se, a sentirem-se, a devorarem-se, sem preconceitos, sem tabus. Chamem-lhe o que quiserem mas naquele momento tudo era desejo, paixão, tesão. Ao mais pequeno toque, por vezes provocatório e intencional, sentia-se o calor... é inexplicável, só os mais afortunados já o sentiram.
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1 comentário:
Say more more!!!
a primeira vez em que estiveram juntos sem os olhos censores da comunidades foi algo estranha para ela. Ele dominava. Aliás, domina sempre. Constrói uma fortaleza grande o suficiente para sentir todo o conforto que o mundo real poderia dar-lhe. Não é "o" mundo. É "um" mundo. O seu. Onde julga haver metas, objectivos, degraus. Onde julga que as palavras ditas têm mais peso do que as acções. As palavras pensadas são as que valem. Não as ditas.
E ela pensou em muitas, nessa noite.
Pensou nele, adormeceu com ele na cabeça. Beijou-o e despiu-o e admirou-o. E comeu-o. E amou-o.
Ele não soube. Não sabe. Não acredita. Não pensa. Não concebe.
O azar ao jogo só poderia querer dizer uma coisa. E se alguém sabe ler nas entrelinhas as intenções do universo, esse alguém é ela...
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